terça-feira, 26 de junho de 2012

Ansiedade e medo do tratamento odontológico


Existe uma frase atribuída a um personagem  da série de TV Two and a half men  que diz: “... coragem não é a ausência do medo e sim o agir, apesar do medo... “
Inúmeras pessoas possuem um medo latente por assim dizer, dissimulado ou explícito da cadeira do dentista. Claro que não literalmente da cadeira, mas das ações, dos procedimentos que se relacionam à imagem do dentista.
Temos medo da morte, medo do desconhecido, medo da dor, medo da violência, medos sociais de modo geral enfim, o medo é um fenômeno presente em nosso dia a dia, necessário muitas vezes para nossa preservação, que não deve entretanto nos enclausurar e paralisar nossas ações e decisões.
Conceitos
Difícil conceituar ansiedade, pois esta e o medo estão de certo modo associados e tudo parecendo ser somente uma questão de intensidade.
Agregados a estes fenômenos, temos envolvidos sentimentos de tensão, apreensão, nervosismo e preocupação na maioria das vezes.
 Alguns autores citam que cerca de 10% da população adulta experimentam medo extremo (fobia) frente ao tratamento odontológico e como manifestações características evitam parcial ou completamente a visita ao profissional, o que pode levar a problemas na saúde bucal em si e na saúde geral, quer seja do ponto de vista físico, social ou emocional. O resultado disto é um comprometimento da qualidade de vida.
Emoções
A boca, incluindo todas as suas estruturas (dentes, mucosa, língua) é, entre outras coisas, um órgão emocional.
Guardamos em cada milímetro da cavidade oral nossa memória afetiva mais profunda, mais intensa.
Desde a amamentação, primeira manifestação positiva vivenciada, passando pelo prazer da intimidade que cada um de nós experienciou  em um beijo por exemplo, ou na simbologia da necessidade que temos em “morder” como defesa, não devemos desconsiderar o aspecto psicossomático associado.
Tanto profissionais como pacientes quando têm contato com essas informações e se conscientizam disto, dão um grande passo para resolução destes problemas.
Sintomas
Existem os que apresentam quadros de ansiedade, antecipando, “fantasiando” muitas vezes   algo de muito ruim que poderia acontecer.
Medo exagerado, acentuado, que irá sofrer (muita) dor aumenta a sensação subjetiva da mesma.
Podemos ainda citar os fenômenos de “auto-sabotagem”, como : exatamente no dia agendado para ir ao dentista algo acontece - surge um compromisso “inadiável”, o carro quebra, o táxi não passa e assim por diante.
 Alguns sinais e sintomas podem estar presentes tais como aumento da frequência cardíaca, respiração ofegante, sudorese intensa (nas mãos e no corpo), tremores, contrações musculares, aumento da pressão arterial são os mais comuns.
Como resolver o problema?
Estabelecido o diálogo na relação profissional-paciente, abre-se um leque de opções interessantes.
Podemos pensar na parceria com um psicoterapeuta, normalmente seguidor de uma linha comportamental ou cognitiva, mas não necessariamente.
Já há algum tempo têm-se utilizado o processo de analgesia inalatória ou sedação consciente em que o profissional dentista utiliza um aparelho que administra quantidades de óxido nitroso e oxigênio que mantém o paciente acordado, consciente, porém mais relaxado e tranquilo.
O uso de alguma prática integrativa à saúde bucal como Acupuntura, Homeopatia, Hipnose ou Terapia Floral, associadas ou não, são igualmente ótimas opções.
Particularmente tenho obtido sucesso no auxilio a superação destes problemas com o uso associado de Homeopatia e Acupuntura.
Cada técnica acima citada tem sua validade, sua indicação e claro, suas limitações.
 Superando
 O dentista, ciente dos aspectos emocionais envolvidos , deve ser sensível e elegante na abordagem e manipulação das estruturas bucais, delicado e competente para avaliar o indivíduo tecnicamente, porém olhando pelo prisma ético e humanístico  transmitindo a segurança necessária para o paciente.
A pessoa quando consegue vencer uma barreira como esta, superando as atitudes limitadoras, sente-se vitoriosa, aumentando sua autoestima e transferindo esta experiência para outros aspectos de sua vida.

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 “Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo”


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