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Mostrando postagens de 2017

Rabanada da D Ivany

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Tenho uma lembrança na memoria, eu pequeno, tentando alcançar a pia em que minha mãe separava os ingredientes para uma tradição de Natal: a rabanada. Ficava feliz em poder ajudar, do meu modo, a pelo menos passar a guloseima no açúcar misturado na canela. Depois que ela  foi para o outro plano,  resgatei com Débora e Julia, que chegaram a acompanhar a Vó no preparo, e sempre fazemos isso em conjunto e tornando D Ivany presente no processo. Posso "vê-la" sorrindo aquele sorriso bondoso, com o carinho que só ela, na sua quietude transmitia...  Hoje, Lucas, o neto repetiu a missão, feliz que só... Kauai, no próximo ano, te quero do meu lado! Pedi permissão a ela, e ai segue, a pedidos a receita.
Ingredientes:  Pão (especial para rabanada – tipo “filão”, com uns furos) Leite (1 xicara)  Ovos (três )  Açúcar + canela em pó  Óleo para fritura Fazendo:
1 - Corte o pão em fatias de ± dois dedos de espessura – cada “filão” rende umas 20 rabanadas
2 – Separe a xicara de leite em um prato fundo e …

Professores

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Feliz por receber tantas mensagens pelo dia do professor... Venho de uma familia de professores, irmã, mãe, tias, que foram minhas primeiras mestras. D Carolina no primário, tantos outros no secundário e ainda mais na Universidade. O que todos teriam em comum, os que me marcaram?  A atenção que me deram, por terem acreditado em mim, por terem me incentivado...e também por terem sido de certa forma enérgicos, por terem chamado minha atenção. Por terem mostrado que matemática não era o meu forte infelizmente (não é Prof Higyno?) mas me deu uma segunda chance.. Que minha redação estava boa mas podia melhorar (D Myrna com seu humor sutil),  Professor Dr JJ Barros que literalmente passou seus longos braços por sobre meu ombro e caminhou comigo me mostrando os caminhos e me "atirando" na vida acadêmica (sem dó!) Professor João Gilberto da Cunha Moreira que me mostrou a sutileza de uma cirurgia, com delicadeza e humanismo no trato para com os pacientes. Prof Alvaro Badra, que faço questão …

Sou pai

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Como todo mundo, tive muitas emoções na minha vida. Momentos inesquecíveis, recordações que a gente pensa de como vale a pena viver. De todas, a maior foi de ser pai.
Deus me proporcionou a oportunidade de crescer, de amadurecer sendo pai, e acho que aproveitei o presente.
Creio ter sido um pai presente, sabendo que muitas vezes, a qualidade da presença é mais importante do que a quantidade de horas e dias juntos.
Sou pai de meninas. Mulheres lindas, amorosas, que me deram netos lindos, amorosos, e tenho consciência de estar deixando como herança valores importantes, e o recado de, sigam suas escolhas, e sejam felizes.
Falhei. E sofri por ter falhado. Filhos não vêm com manual de instrução, tipo “como funciona”. Então, tentamos transmitir, quase que intuitivamente o que achamos “certo” e o que achamos “errado”, e aprendemos que não existe nem uma coisa, nem outra, existe o amor e pronto. Criei com amor.
Amo minhas filhas. Brigo com elas às vezes. Fico chateado com isto e com aquilo, mas e…

Marionetes

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Somos como marionetes.   Fios mais ou menos sutis - às vezes cordas firmes - guiam nossos pensamentos, nossas ações. Estes cabos são braços Ego. Seremos felizes ou não, se conseguirmos nos livrar deles, cortar as amarras não dos sonhos! mas dos desejos, que alimentam cada vez mais o Ego, que ilude, que engana, ludibria. Permitimos que os fios sejam sorrateiramente amarrados no coração, nos braços, nas pernas, em tudo... Ao invés de falar um "não"  honesto, legitimo, respondemos um "sim", egóico,  que tece uma teia, que se transforma em um fio que nos guia, nos manipula Uma mão invisível vai assim manejando, tecendo e movimentando cada vez mais as cordas, e vai aprisionando nossa alma, nos escravizando sem que percebamos, prisioneiros que se imaginam livres. Estamos atados e inconscientes deste estado na maioria das vezes. A religião move um fio e pronto, estamos nós, agitando nosso pensamento moral, julgando, culpando e nos sentindo culpados! A cruzeta é manejada pelo teu…

É Pascoa! Sorriam

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Sempre me encanto com a Páscoa. Talvez mais até do que com o Natal...embora aquela confusão-coelho-chocolate-ovo-data que muda sempre, enfim apesar disso, eu gosto. O que me encanta é o espírito da coisa, digamos assim: a idéia da renovação! A idéia da ressurreição, da oportunidade, de mais uma chance de mudarmos, de verdade! De podermos escolher o caminho, um novo ou o mesmo, mas temos a chance da escolha. Para mim, os dias que antecedem a Páscoa  ( pessach, transição, transformação, renascimento, ressurgimento, libertação) são estranhos, tensos, aperto no peito, sensação de medo, talvez a mesma que tenha sentido antes de vir a Luz, do meu próprio parto. Elucubrações e misticismos à parte, com a proximidade da Pascoa as coisas parece que aliviam, sinto a aproximação de uma leveza, talvez da esperança, de dias melhores, de novas opções, de fé no futuro, e o futuro é daqui a pouco! Que nosso novo ano espiritual comece! Sem as promessas e metas idiotas do dia 31 de Dezembro, mas de verdad…