quinta-feira, 22 de março de 2012

Transmutações



Há alguns anos “caiu” em minhas mãos um livro (ainda hoje esgotado e que com sorte encontramos em sebos) chamado Vivencia Interior, de um autor (que assina o seu nome ao contrário)   Oriaj Solrac.

O livro é bem interessante e aborda temas filosóficos diversos que eu não consigo, e nem é preciso agora classificar.

No capítulo em que ele discute transmutação de situações (cap III)  há o relato de um conto que eu já tinha ouvido pelos corredores  ou mesas de algum bar , mas que vale a pena a transcrição e reflexão principalmente por ser tão atual . Vou fazer quase que uma resenha para melhor aproveitamento. Vamos lá...

UM HOMEM DESEJAVA MUDAR DE SUA CIDADE NATAL PARA OUTRA NA ESPERANÇA DE ENCONTRAR UM LUGAR QUE PUDESSE SE SENTIR MELHOR, ONDE EXISTISSE UM POVO MAIS COMPREEENSIVO, MAIS AMIGO, MAIS SINCERO DO QUE O POVO DO LUGAR EM QUE ELE VIVIA. SAIU ASSIM A  PROCURA DESTE PARAÍSO, ANDANDO E ANDANDO DURANTE MUITO TEMPO ATÉ QUE NUM DETERMINADO DIA SEGUINDO ALGUMAS ORIENTAÇÕES AVISTOU ALGUMAS CASAS QUE CORRESPONDIAM  ÀS COORDENADAS QUE ELE SEGUIA, SEMPRE NA ESPERANÇA DE ACHAR PESSOAS AMIGAS, SINCERAS E MENOS PROBLEMÁTICAS.

AO SE DEPARAR COM UM VELHO MORADOR DA VIZINHANÇA, LOUCO DE ANSIEDADE PERGUNTA SE O POVO QUE ALÍ VIVIA ERA REALMENTE AMÁVEL, BOM , SINCERO, COMO ELE HAVIA OUVIDO FALAR. 

O ANCIÃO, ESTRANHANDO TANTAS INDAGAÇÕES PERGUNTA O POR QUE DESTA BUSCA.

- PORQUE DESEJO MUDAR DE CIDADE E QUERO MORAR EM UM LOCAL ONDE O POVO SEJA BOM, AMÁVEL, SINCERO E AMIGO...

- POR ACASO, DE ONDE O SENHOR VEM O POVO É AMÁVEL E BOM E SINCERO ?

- NÃO, MEU SENHOR, LÁ O POVO NÃO É BOM. É UM POVO FALSO, MENTIROSO, ENCRENQUEIRO...

- POIS SENDO ASSIM – RESPONDEU O ANCIÃO JÁ ENTRANDO EM CASA – EU POSSO GARANTIR QUE NÃO SÓ NESTA CIDADE MAS EM QUALQUER OUTRA EM QUE QUEIRA BUSCAR MORADIA NÃO ENCONTRARÁ O POVO QUE PORCURA.

- POR QUE ME DIZ ISSO MEU SENHOR? PERGUNTA O HOMEM COM INDIGNAÇÃO.

E O VELHO RESPONDEU:

- PORQUE CADA UM SÓ PODE ENCONTRAR EM SUA BUSCA, AQUILO  QUE ESTÁ DENTRO DE SI MESMO, NADA MAIS.

E assim seguimos nós, esperançosos, fantasiando lugares e situações em busca de um ideal que não corresponde à nossa verdadeira natureza, que teimamos em não querer seguir ou não querer mudar, evoluir, transmutar...

 Sat nam



Postado , porém editado em 29/09/2010 em http://heliosampaiofilho.zip.net





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